Quinta-feira, 09 de setembro de 2010.

Matéria do Jornal Estado de São Paulo: Tecnológo tem emprego certo

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Levantamento do Centro Paula Souza mostra que 93% do formados de 2007 formam contratados.

Diploma na mão, emprego garantido. Essa é a realidade dos alunos que concluem o ensino superior nas Faculdades de tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec-SP, na avenida Tiradentes, centro da capital). Um levantamento feito pelo Centro Paula Souza mostra que 93,2% dos estudantes que se formam na instituição em 2007 já estão empregados e atuando na área de graduação. Destes tecnólogos, quase 60% foram contratados por empresas de de grande e médio porte.

A área com maior índice de empregabilidade é a Tecnologia da Informação (TI): 96,7% dos estudantes que concluíram o curso de análise e e desenvolvimento de sistemas no ano passado (antigo processamento de dados) já estão inseridos no mercado de trabalho.

Dentre as carreiras oferecidas pelas Fatecs, são 45 no Estado, com maior concorrência no vestibular também se destaca a área de TI com, o curso de análise e desenvolvimento de sistemas: 15 candidatos por vaga.



Hoje, 74% dos alunos formados na Fatec fizeram o ensino médio em escolas públicas.

A carreira de tecnólogo, como é chamado o profissional que se forma nas Fatecs, tem duração de três anos e garante ao aluno um diploma de ensino superior. A principal diferença entre essa formação e as oferecidas nas universidades é que no caso das Faculdades de Tecnologia a graduação é voltada especificamente para atuação no mercado de trabalho

Em sua maioria, o currículo dos cursos ministrados nas Fatecs são elaborados em parceria com representantes do setor produtivo, o que prepara o profissional para atender necessidades específicas das empresas em questão. Outro fator que contribui para a alta empregabilidade é o alinhamento da área abordada nos cursos com os segmentos das companhias próximas às faculdades.

Esses diferenciais levam os chefes dos departamentos de recursos humanos das grandes empresas a assediarem os profissionais antes mesmo que eles concluam o ensino superior. "Não há dúvidas de que a demanda é muito grande por tecnólogos, porque o bacharel tem uma formação da ciência enquanto o tecnólogo é preparado para a atuação prática", afirmou o conselheiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) Walter Sigollo, que também é superintendente de RH da Sabesp.

Uma formação de tecnólogo, entretanto, não substitui um profissional com curso universitário. "São duas coisas diferentes. As empresas não buscam tecnólogos para substituir os bacharéis. A procura é grande por esses profissionais pelas características que apresentam", avaliou Sigollo.

Escola particular x pública

Segundo a superintende do Centro Paula Souza, Laura Laganá, apesar da alta empregabilidade, o grande desafio das Fatecs é conseguir atrair os alunos que cursam ensino médio em escolas particulares. Hoje, de acordo com o levantamento da entidade, 74% dos tecnólogos formados nas Faculdades de Tecnologia são oriundos de instituições públicas. Uma das possíveis explicações é que, atualmente, as Fatecs oferecem um acréscimo de 10% na pontuação do vestibular para os alunos que concluíram o ensino médio em escolas públicas.

laura destaca, porém, o fato da sociedade ainda desconhecer que a Fatec oferece aos estudantes o diploma de ensino superior. Além disso, as pessoas têm pouco conhecimento das boas oportunidades profissionais desta área e as perspectivas positivas de empregabilidade no futuro. "É preciso divulgar isso para os jovens, pois a família ainda quer o filho em uma universidade por não ter conhecimento do valor do diploma de tecnólogo", disse a superintendente do Paula Souza.

Os estudantes têm três opções de cursos de ensino superior que oferecem diplomas diferentes: o de bacharel, o de licenciatura (que forma professores) e o de tecnólogo.

Além do tipo de formação do currículo , do tipo de curso, outra diferença é a carga horária. "Nada impede de que as universidades ofereçam cursos tecnológicos. A diferença é que, neste caso, a duração é menor e a carga horária dá mais ênfase à formação prática, e não mais geral como é feita nos cursos universitários tradicionais", disse Laura


Fonte: O Estado de São Paulo
em 2008-09-02 16:23:42 por Eduardo S. Ferreira

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